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domingo, 6 de dezembro de 2015

[Resmungando 2] Final Fantasy 7 - Remake: Overhype, overblow ou overdrive?

Vamos começar por aqui: https://www.youtube.com/watch?v=2UWcBhdYlow



Okay, assistiram? Então vamos lá.

Não é de hoje que quem conhece o mínimo do assunto já deve saber que Final Fantasy 7 foi um marco na popularização e modernização dos JRPGs em sua época, lá em mil novecentos e farinha. Um milhão de anos atrás os jogadores já clamavam por um remake do que era dito a obra prima de sua época. A Square, por outro lado, não parecia demonstrar intenção de fazê-lo. Dizia que era um projeto "grandioso demais". Soava mais como desculpa, mas até aí, ok. Ao meu ver existiam jogos mais urgentes que talvez precisassem de um remake ou uma modernizada e a Square até estava seguindo bem esse cronograma: Final Fantasy 3, não visto antes no ocidente, foi um bom começo. Final Fantasy 4 e suas cutscenes (Me refiro a versão poligonal) agradaram a alguns e desagradaram a outros, mas dava para notar o esforço na produção. Já outras obras mais duvidosas despontaram aqui e ali, como a versão poligonal de FF4 The After Years (Em especial sua versão na Steam, que tenho o desprazer de possuir) e FF5 para PC: nada mais que uma versão portada da sua versão de android.

Este ano foi anunciado, DE VERDADE (E não mais um port, como tinha acontecido em anos anteriores), o remake definitivo de Final Fantasy 7: Os fãs foram a loucura com um mero teaser em CG. Eu tinha dito na época que possuía diversas reservas e que só daria um parecer menos cético a partir de um gameplay.

Ta aí, Saiu um video de gameplay. Então o que dizer dele?

Em primeiro lugar eu vi o vídeo acima agora, enquanto escrevo. Passei o dia de ontem sem internet e só soube dos murmurinhos. Mas pelo dito, um sistema similar ao de FF15 ou Kingdom Hearts, eu devo dizer que era uma escolha natural da SQUENIX (SquareEnix) seguir. Infelizmente para consoles modernos, por um motivo que não compreendo, o sistema tradicional de JRPGs, com batalhas em turnos, menus e etc não parece colar mais. Logo, como um jogo que modernizou o gênero anos atrás, este também precisava se modernizar. Até aí, perfeitamente compreensível.

Mas como seria feito isso? Já vimos os personagens de FF7 em diversas encarnações e gêneros diferentes. Lembrando que estamos nos referindo ao capítulo da franquia que mais foi sugado no que tange a experimentos, sequencias, prequels e o que valha. Temos um jogo meio Action (Crisis Core), temos um fps (Dirge of Cerberus), sem contas as participações em outros jogos, como Ehrgeiz e FF Dissidia. Estes dois últimos parecem ser mais próximos do parâmetro que devo usar para julgar como seria um FF7 Action Oriented.

Juro por todos os céus que se FF7 tomasse o rumo de Dissidia com mundo aberto eu estaria boquiaberto. E ao meu ver parece ser o mais indicado, uma vez que o filme de FF7 (Advent Children), mostra os personagens em acrobacias suntuosas e cósmicas, elevando o estilo Matrix a enésima. Mas chegou perto. Ao ver o trailer, vi mais proximidade com Kingdom Hearts 2, o que foi uma escolha bem acertada. É cósmico e exagerado, mas não o tempo todo. Isso me parece criar o equilíbrio necessário, considerando que os personagens na trama de FF7 ainda não são exatamente muito experientes.

Quanto ao trailer em si (Que enrolei mas não toquei direito no assunto), me empolgou. Não achei que fosse conseguir, mas empolgou. A cinemática está boa, Barret com óculos escuros está muito foda, até ver os membros da Avalanche foi sensacional. Pelo visto a SQUENIX está no caminho certo. Embora ainda tenha mais alguns pontos a considerar, o vídeo apresentado é insuficiente para tirar uma conclusão.

Esperemos o desenrolar.