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terça-feira, 2 de maio de 2017

[Divagando 3] Jaspion: Arco alternativo

Descrevendo um sonho que tive na noite retrasada.
Sim, eu escrevo meus sonhos mais legais. :)

Tive um sonho com o seriado Jaspion. Não foi o primeiro, embora faça tempo que não tinha sonhos assim. Mas gosto, me divirto.

As notas em itálico são edições minhas. Como eu acho que ficaria legal o desenvolvimento desse arco:

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Após episódio 43

Recap: Satan Goss sofre uma metamorfose e se transforma no Poderoso Satan Goss. Sua transformação foi incompleta devido a Jaspion interromper um ritual. Jaspion fica face a face com o Poderoso Satan Goss e acaba preso. Quase devorado, ele utiliza seu tanque de energia galáctica: Um reservatório de energia que utiliza para seus poderes. Com isso, consegue temporariamente escapar das garras de seu inimigo.

Jaspion foge a muito custo de Satan Goss: Devido a ter utilizado toda a sua energia, sua transformação fica prejudicada. Sua moto, Iron Wolf, e Gaibin Tanque são destruídos para distrair a atenção do grande monstro e Jaspion se esconde em uma caverna nas montanhas. Sem contato com Daileon, precisa retornar andando para a cidade.

Quando chega, ela está totalmente devastada. Os sobreviventes louvam Satan Goss como a entidade que ele é. Jaspion é dado como procurado (mesmo sendo dado como morto) e ele precisa andar disfarçado pelas ruas.

Em um dado momento ele é reconhecido e denunciado. Satan Goss vai a sua procura. Como suas feições estavam diferentes (com barba e sujo), o monstro não o reconheceu. Para escapar, Jaspion finge louvá-lo, ajoelhando-se, e Satan Goss acredita: "O verdadeiro Jaspion jamais se curvaria perante a mim" e assim o herói escapa, enquanto o delator é punido com a morte.

Depois Jaspion consegue contato com alienígenas de um planeta muito avançado para consertar seus equipamentos [Especificamente Nana do planeta Tecnolíqueo (Vide Changeman)]. Satan Goss descobre o local mas não consegue encontrá-los, pois ficam muito escondidos no subterrâneo. Jaspion consegue consertar sua armadura e está prestes a voltar para o combate.

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O sonho acabou aqui. Dava para continuar, ou mesmo ligar com a saga original, seguindo posteriormente ao episódio 44 (Com adaptações).

quarta-feira, 1 de março de 2017

[Review 1] O meu ódio irá destruí-lo!

A algum tempo que eu quis fazer um review sobre algumas séries Tokusatsu que marcaram-me em minha infância e, por que não, meu eu atual com alguns aninhos a mais nas costas? O tema é gigantesco colossal ++ e envolve muito mais que meu curto conhecimento sobre o tema, assim como o do público geral. Esse post não é um tratado nem uma dissertação, então não envolverei maiores pesquisa sobre o tema. Ao invés disso, resolvi reduzir esse escopo pra algo BEM mais restrito e do alcance da maioria dos leitores deste blog.

A bem grosso modo o gênero Tokusatsu envolve toda produção que se baseia fortemente na utilização de efeitos especiais. Passamos por filmes de monstro como Godzilla até heróis coloridos como Sentai e Power Rangers e variantes, como Kamen Riders [Ainda farei o post deles] e Metal Hero, o gênero que irei tratar hoje.

Felizmente no Brasil tivemos muitos exemplares dos Metal Heroes, o que me permite evocar familiaridade, pelo menos dos velhacos dos anos 80 que nem eu. O gênero envolve algum herói com armadura de metal que enfrenta o mal. O exemplo mais comum aqui no Brasil é o famoso Jaspion, mas não se restringe a ele.

Aqui no Brasil foram exibidos:
- Gyaban [Detetive especial]
- Sharivan [Idem acima]
- Shaider [Idem acima, fechando a trilogia]
- Jaspion [Caçador/investigador de monstros gigantes]
- Spielvan [Guerreiro dimensional]
- Metalder [Homem máquina]
- Jiraiya [Ninja]
- Jiban [Robocop. Digo, policial ciborgue]
- Winspector [Esquadrão de resgate]
- Solbrain [Idem acima]

[Fun fact: Meu corretor ortográfico grifou todos os nomes dos heróis acima EXCETO Jaspion. Vai entender]

Bom, eu quero fazer um review sobre meu top 4 Metal Hero que passaram por aqui. Eu tenho algumas ideias sobre fazer analises BEM detalhadas de alguns deles [Jaspion está MUITO na minha mira faz tempo]. Mas aqui vai ser somente alguns pitacos.
Lembrando que as séries que assisti completas foram Sharivan, Jaspion, Sielvan, Metalder, Jiraiya, Jiban e Winspector. Estou deixando Gyaban, Shaider e Solbrain fora dessa análise por não conhecer as séries como eu gostaria.
"Ah, por que top 4 se as pessoas normalmente fazem top 3 ou top 5?" Porque três é pouco e cinco é exagero e eu tenho que colocar o número quatro na lista. Eu quero falar de...

Top 4: Spielvan


Primeiro ouçam a música acima. Sério.
Depois, eu recomendo a leitura deste post. Ele representa muito bem meus sentimentos sobre Spielvan.
É uma série injustiçada com bons motivos. Como isso sequer funciona? Não sei, mas vou tentar explicar.
O enredo fala sobre um casal de órfãos que tiveram seu planeta destruído pelo Império Water. O líder desse Império sobrevive absorvendo e poluindo no processo águas límpidas.
Não sei como isso fez o planeta Clean, planeta natal dos protagonistas Spielvan e Diana, explodir, MAS ENFIM.
Eles escaparam numa nave e partiram em perseguição a Water. Como eram crianças e a viagem duraria vários anos, ele foram colocados em um sono profundo onde cresceriam e poderiam lutar quanto estivessem adultos. Enquanto isso o computador ficaria sussurrando em seus ouvidos algo como "Você deve odiar Water" em doses diárias [Fato verídico].
Enquanto isso o Império vem pra nosso planeta, invade o Japão e se instala. Water tem como reféns o pai e a irmã de Spielvan, tornando assim o objetivo secundário do rapaz resgatá-los.
Até aí ok, promissor. Lembro das propagandas na TV quando Jaspion acabou que este seria seu sucessor [Tinha um marketing imbecil envolvendo o nome Jaspion 2 mas vou ignorar]. O primeiro episódio foi bombástico: Os efeitos sonoros eram bem diferentes das séries anteriores, algo que me chamou a atenção mesmo pequeno, as cenas de ação eram bem carregadas e cheias de energia. Tinha tudo para ser melhor que seu antecessor.

Mas.... derrapou. Derrapou feio, derrapou rude.

Os episódios seguiam uma estrutura muito rígida de narrativa: Acontecia um caso, os heróis investigavam, havia uma luta, os inimigos fogem, mais investigação, todo mundo vai pra pedreira, um exército interminável de naves e tanques era abatido pelo herói, por fim o monstro da semana é abatido. Essa estrutura era bem comum nos três primeiros Metal Hero, os chamados 'Detetives Espaciais'. Acaba que, fora algumas variações, dava a impressão de sempre assistir a mesma coisa [Mais do que já é o normal de uma série dessa natureza]. O caso se agrava quando o orçamento acaba e as cenas de naves e tanques são recicladas em praticamente todo episódio. Em termos práticos, são cena que podiam ser perfeitamente deletadas sem prejudicar o andamento da história.

Pra compensar, a grande maioria dos combates corpo a corpo era sensacional.

A história também deu uma derrapada em alguns momentos. O drama de Spielvan era bem genuíno: Seu pai e sua irmã foram modificados e ele precisa ocasionalmente lutar contra eles. Essa é a parte boa.
A parte ruim é quando eles resolvem transformar Diana, que é capaz de se transformar e lutar lado a lado com o herói, em uma donzela em apuros. Isso acontece em algumas ocasiões e é irritante.
Tem também o final que ninguém entendeu. Resolveram meter viagem no tempo no meio do bolo doido e virou uma bagunça. Ok, o conceito de viagem no tempo foi introduzido no meio da série com um novo vilão que veio do futuro. No entanto o enredo e seu desfecho aparentemente não foram planejados para utilizar esse plot device, e ficou... bizarro. Eu entendi o que o autor quis passar [Ou pelo menos acho que entendi], mas a execução ficou duvidosa, sendo muito carinhoso com as palavras.
Como eu mencionei anteriormente, os heróis tem boas motivações e desejos. Infelizmente não posso dizer o mesmo para os vilões, que conseguem ser os mais genéricos possíveis. Menção honrosa para o próprio protagonista. O cara é tão sangue-no-olho que sua frase de efeito é 'Meu ódio irá destruí-lo!'
Sério, é muita pressão.
Eu tenho que mencionar um episódio que trata disso: Na trama, criam um clone ciborgue da irmã, Helen, que é impossível de se detectar com os sensores de raio-x. O ciborgue se transforma no monstro da semana. Spielvan luta na incerteza de se tratar de sua irmã ou não. Enquanto outros heróis hesitariam, ele consegue sobrepujar suas incertezas e vencer o vilão. Enquanto lamenta que 'Eu matei minha irmã', o vilão do arco aparece no topo da pedreira com OUTRO CIBORGUE com a cara de Helen. De novo, sem ter certeza se era ela ou não, Spielvan fica tão puto que ele ATIRA NELA SEM QUERER SABER DE NADA. Ela explode revelando ser um ciborgue.

Tipo, bem que podia ser ela, ele bem que podia ter matado a própria irmã. Porque Spielvan é movido por puro ódio. Eu quase pude ouvir um 'Ufa... que bom' do herói depois dessa.

A cena é repleta de momentos assim, o que é emocionante e tenso.
Se não fosse por tanta reciclagem de cena inútil e por um final muito medonho, essa série seria perfeita aos meus olhos.


O próximo virá no próximo post.
Fiquem ligados ;]

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

[Resmungando 3] From SPAAAAAAAAAAAAAAAAAACE. E Joguinhos.

E um post. Do blog. Quem diria? Bom, primeiramente um feliz 2017 para todos and stuff. Só Deus sabe desde quando não escrevo algo. Nem sempre rola vibe nem assunto então por enquanto não tem como deixar esse blog regular, infelizmente.

Agora ao assunto em questão:

Eu assisti o Super Sentai vigente de 2017: Uchuu Sentai Kyuranger. O seriado que começa chutando o balde de gelo com uma super equipe de NOVE CABEÇAS. Nove Rangers quebrando os caras no chutes, pontapés e faíscas.
E o que achei disso? Primeiramente vou colocar em consideração que eu não ando numa vibe boa para Sentai. Eu sofri em ToQger, não aguentei Ninninger e Zyuohger não fedeu nem cheirou. E em seguida, não devo colocar em consideração nenhuma hype ou desgosto vindo da fanbase. Não a sigo muito mais e eu nunca concordei muito com o pensamento geral da nação, o que devo pontuar ao decorrer do tempo.
Tendo isso em vista, o primeiro episódio: Bom, pra começar temos um Império DO MAL QUE ODEIAM AS COISAS DO BEM que já começou dominando boa parte ou toda, não sei, a galáxia. Bacana isso. Os rangers deste seriado não são necessariamente defensores, e sim, libertadores. Ponto positivo.
Outro ponto legal é que as aventuras se passam em outros planetas. Muito positivo. Minhas experiências nesse campo seriam Jaspion [Nos primeiros três episódios] e Power Rangers no Espaço [que eu gosto]. Mas antes destes seriados, o que me lembrei REALMENTE foram desenhos dos anos 80, como Galaxy Rangers, Silver Hawks e Saber Rider. Se continuar nessa pegada, eu vou curtir bastante, embora eu ainda não esteja na hype de acompanhar completamente esse sentai.

Porque o Red é uma bosta
Sério.
Eu te odeio.
Com todo o meu ódio.

Vamos lá. Aconteceu algo que eu já esperava quando anunciaram os nove personagens: Com mais personagens, eles ficaram mais unidimensionais do que já costumavam ser. Não sei como eles trabalharão quando a equipe ficar completa [Atualmente no enredo eles estão procurando os nove rangers: Já são 5], mas eles deixaram bem claro neste primeiro episódio que eles irão focar em um traço característico de um personagem e trabalhá-lo a exaustão. Então temos uma verde Ninja, um amarelo mestre cuca, um preto da JUSTIÇA [Meu favorito], um azul com um passado trágico e um vermelho... sortudo. E que grita "LUCKY"com vozinha de anime.

Eu te odeio.

Sem empolgação para acompanhar um cara gritando que nem guri e que vai mover a equipe e a série. Sem novidades até aqui, onde o Ranger Vermelho é a força motriz de um Super Sentai. E eu vou ter que acompanhar esse cara. Uma versão piorada de Takaharu [Ninninger. Nunca pensei que seria possível].
Ainda espero que melhore nesse sentido. E também quero saber como farão as cenas de ação com nove membros. Será sempre uma batalha campal ou será como este episódio, onde parte do grupo lutava em terra e parte no espaço nas navinhas e mechas? Se essa for a proposta, parece bem legal.
No mais os suits são bem diferentes, inclusive entre os membros em si, o que achei bem divertido. A trilha sonora ainda não fedeu nem cheirou.

Já que estou dando uns pitacos, quero falar um pouco sobre impressões iniciais. Não é de hoje que eu digo [E algumas pessoas concordam] que o primeiro episódio de um Tokusatsu é insuficiente para definir o sucesso ou não de uma série, e o quanto ela será competente em sua proposta. Parece óbvio, mas tem [muita] gente que já definiu o veredito de uma série de 50 episódios só pelo o que foi apresentado até agora. Eu espero que melhore, eu espero que me empolgue.

Como Kamen Rider Ex-Aid faz.

Me perguntaram semana passada como eu tinha esse 'olho' para uma série boa. Explico com um exemplo: Quando Kamen Rider Gaim foi anunciado, muita gente torceu o nariz para o tema de frutas. São samurais, mas a galera se indignava com os samurais de laranja, melão, banana...

E a série foi bombástica. De foda. De boa, de excelência. Um dos melhores Riders da nova geração [Ainda acho KR Blade melhor, mas eu SEI que é bem discutível]. E KR Ex-Aid segue o mesmo caminho.

Eu vi o design inicial. Um rosa bem aberrante, um capacete com olhinhos, uma forma "pocket". E a rage se inflamou como isso não tinha como dar certo.
Eu olhei, lembrei de Gaim e disse a mesma coisa que disse na época:
"Cara, isso tem cara de que vai ser bom."

E não foi bom.
Foi MUITO FODA.
ESTÁ SENDO muito foda.

O tema revolve sobre jogos de videogame. Videogame e japão. Na minha opinião NÃO TINHA como dar errado. Eles vivem e respiram isso [dentre outras coisas, claro].
A série não te deixa ter fôlego. É como ver Game of Thrones para crianças: conspirações, as coisas não dão certo, e morre gente que você não quer [Ops, quase escapa um spoiler].
A série prendeu desde os episódios iniciais, onde praticamente cada um deles desenvolveu um personagem. Embora a maioria deles tenha sido detestável a primeira instância, o enredo e os diretores conseguiram fazê-los crescer, e hoje cada um é bem distinto com suas motivações e desejos, sem precisar ficar gritando LUCKY a cada cinco segundos

[Já disse que odeio o Red de Kyuranger?]

Felizmente mesmo que eu não consiga me prender a Kyuranger, Kamen Rider Ex-Aid está aí para me fazer ficar agoniado a cada final de episódio esperando o próximo. Super recomendo para fãs do gênero e, por que não, para gamers como eu que talvez encontrem alguma coisa legal para apreciar.