Eis que meu primeiro post será sobre isso aí.
Vindo de casa para o trabalho, lembrei de um sonho que tive: Um crossover anos 80 entre Metal Heroes, Power Rangers e Super Sentai. No sonho vi cenas como Sharivan conhecendo Spielvan, Zyuranger lutando lado a lado com MMPR e por aí vai. Mas o que me chamou a atenção não foi a sobrecarga orgasmática de fator nostalgia (até porque, nem sou fã de Power Rangers). Durante meu sonho, quando Spielvan e Sharivan se encontraram, apareceu na minha "tela" aquela legenda em japonês que dizia o nome dos personagens, bem típico da época. Lembrei-me então que, hoje em dia, nunca mais vi (ou reparei) tais legendas para dar nomes aos heróis e vilões, mesmo nos episódios iniciais de tokusatsus recentes. Puxando de minha memória, a última vez que as vi foi em Saint Seiya Omega, na segunda temporada.
Mas pera aí: Segunda temporada? Não deveria ser o tipo de coisa que deveria acontecer na introdução dos personagens? Sim. No entanto, acontecia com uma frequência absurda. Desde apresentar os vilões constantemente (até os episódios finais) como também OS PROTAGONISTAS. Kouga e Seiya foram apresentados em legendas diversas vezes. SEIYA! O cara que só tem o nome no TÍTULO DA SÉRIE!
O que isso quer dizer? Será que os personagens são tão fracos e pouco desenvolvidos que precisam desse recurso para serem lembrados? Ao menos este é o meu palpite.
Enquanto pensava nisso, pensei em Saint Seiya Soul of Gold, cujo último episódio vi ontem. E detestei. Tomando um paralelo sobre esse assunto específico (personagens), cheguei a conclusão que o motivo que Saint Seiya (Clássico) funcionou, e seu sistema de 30 episódios em uma batalha só, foi justamente as batalhas longas: havia tempo para conhecer o oponente, como ele pensava, como ele reagiria, como funcionava seu golpe e como evitá-lo. Cada batalha de Saint Seiya (clássico) era uma batalha psicológica e de técnicas que não somente confltavam em poder, mas em funcionamento e praticidade. Seiya contra Misty (lagarto) teve que perceber que seus golpes não passavam de uma muralha de vento. Teve que perceber a abertura da guarda de Shiryu. Hoje em dia em uma série curta não se dá tempo para essas nuances e os golpes se tornaram apenas espetáculos de luz. Já acontecia desde a saga de Hades (Com o que eu chamo de "golpes genéricos": um ataque com um nome pomposo que solta luzes, deixa o cenário diferente e o oponente todo torto, jogando-o ao chão quando termina), mas em Omega teve ainda mais e Soul of Gold foi seu ápice. Os personagens não têm tempo de desenvolver suas motivações além de algo raso (como vingança, ciúmes ou o que quer que seja. Normalmente um sentimento de uma palavra só e bem estereotipado). Fora o irmão de Siegfried, o cara que não toma dano e o cara de cabelo azul, eu não lembro dos personagens dessa série (E, sim: não lembro o nome de ninguém fora Loki, cujo nome é bem maior que a série, e Andreas por osmose. Até Lyfia eu tive dificuldade de lembrar).
Em tempo: Um dos motivos para meu desgosto para Soul of Gold também tem a ver com isso: os cavaleiros de ouro são péssimos protagonistas. Eles foram criados como antagonistas e desenvolvidos em tempo para serem tal. Vários dourados são variações do mesmo conceito (Como Aioria e Shura). O tempo de desenvolvimento via combate foi o suficiente para criamos uma ligação, seja de antipatia ou de simpatia. Vibramos quando Máscara da Morte é derrotado (cuzão) e sentimos aquela ponta de feels quando Kamus e Hyoga desfalecem quando o discípulo supera o mestre . Vemos a relação entre aqueles personagens como um microcosmo, uma história ou uma crônica fechada em si só. Eles não têm material para ser mais que isso, embora hajam algumas exceções.
Em tokusatsus recentes também tenho sentido esses efeitos. Em Ninninger, fora Takararu, eu não lembro o nome dos demais personagens de primeira (E olha que gosto da rosa: a única ninja de verdade do rebanho) e Izayoi como vilão. Tem uma coisa muito errada quando em uma série de média de 48 episódios, chegamos a mais da metade da série sem saber o nome do cast, mesmo assistindo toda semana.
Péssimo desenvolvimento de personagens, lhes digo. É uma pena. Mesmo nos anos 80, com argumentos meio pífios e as vezes com retcons ou mudanças de roteiristas, ainda dava para se identificar, vibrar e torcer pelos personagens e vilões. Ah, e certamente lembrar deles também.
Ah, e fechando o assunto do meu crossover dos sonhos, Jiraya está vindo se encontrar com Ninninger. Acabou sendo mesmo Metal Heroes + Sentai. Imagino uma pilha de cocô de cavalo monumental vindo aí...
Acredito que seja mais por conta da direção de alma de gordo (soul of gold) do que anime ser curto em si, acompanho outros animes da "temporada" e vire e meche vc pega um que tem batalha e desenvolvimento de personagem, então vai do que a direção quer sobre anime, que ele so seja um showoff para vender bonecos que e caso desse cdz, ou impulsionar a venda de algum manga , com isso eles tem um trabalho melhor na questão de enredo/ lutas fluidas/etc..., ou se é apenas algo fechado para vender bluray , no qual geralmente sao animes voltado ao drama com historia fechada e que chance de dar errado e baixa. Não opino sobre tokusatsus porque nao acompanho Emoticon tongue
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