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sábado, 27 de julho de 2019

[MAGIC 3] Torneio Tribal Wars Parte 1: Concentração

Saudações, vizinhos! Estamos aqui de volta em um post relativamente recente, o que podemos dizer que é uma raridade (Minha cara nem arde). Aproveitando o ensejo e os recentes acontecimentos em minha cidade local pertinente ao formato Tribal Wars no Magic (Maiores informações nos dois últimos posts), decidi investir mais um pouco de tempo para escrever sobre o formato.

Este post terá duas partes. Esta primeira parte está sendo escrita no dia 26/07/2019, as 23:43 (Eita, tá tarde. Amanhã ainda trabalho...). Amanhã faremos o primeiro torneio Tribal Wars usando as regras descritas nos posts anteriores. Eu vou tentar fazer um report depois do torneio (Nunca mais fiz isso) e, antes disso, deixarei como rascunho aqui minhas impressões e anseios sobre o evento de amanhã.

Terminei de montar um Goblins, embora não seja o deck que irei utilizar. Mesmo tendo ficado empolgado com o desempenho do deck, consegui outro jogador para pilotá-lo. Eu ficarei com o meu deck predileto, a tribo de Bestas.

Desde quando saiu a coleção Investida, em 2002 (Foi isso?), eu montei a primeira versão desse deck. Edições vêm e vão e eu me dediquei a melhorar este deck, mesmo quando não fazíamos torneios. Posso dizer, seguramente, que é o meu deck mais antigo e que nunca foi desmontado por mim. 

Conforme os torneios e suas regras foram estabelecidas, isso me deu parâmetros para modificar o deck de acordo com suas regras. Na sua primeira versão, onde a única restrição eram as 20 criaturas da tribo, eu usava outros tipos de criatura para suporte, como Aves do Paraíso e Ancião da Tribo Sakura. Com a adição do tipo Planeswalker no acervo do Magic, o primeiro planeswalker verde lançado, Garruk Falabravo, ingressou nas fileiras do meu deck, me acompanhando até hoje. 

Neste período, fui aconselhado a modificar levemente a estratégia do deck. A ideia inicial era acelerar a produção de mana e cuspir bichos poderosos e mais caros (A tribo se caracteriza por bichos grandes). Com a inclusão dos Planeswalkers e com lançamento de bestas mais fortes e mais baratas, uma nova estratégia foi válida e, com isso, meu deck chegou a sua versão mais conhecida aqui no meu metajogo.

Adicionei a estratégia de Fogo Grego no deck. Ainda com uma simples aceleração e com a possibilidade de ter planeswalkers em campo agindo depois de limpar o campo, inclusive os terrenos, consegui uma lista bem consistente na época.

Os tempos foram mudando, as regras, eventualmente ganhei um torneio com uma versão Jund do deck (Verde, Vermelho e Preto). Pouco depois desse período houve meu hiato na jogatina, as mudanças mais drásticas nas regras e chegamos em nosso momento atual.

Minha lista padrão do deck, já incluindo cartas da edição Guerra da Centelha, seria assim:



7 Florestas

É uma lista relativamente consistente, mas enfrenta algumas dificuldades: Historicamente, o deck de bestas não consegue lidar com bichos maiores que 5/5, salvo se splashar para branco ou preto (Naya e Jund, respectivamente), ganhando remoções pontuais que não envolvem dano (Como Raio ou Firespout). Ultimamente também tenho enfrentado dificuldades com os manas, zicando com alguma frequência na terceira mana, e não atingindo a quarta para jogar confortável, quiçá a sexta mana para usar fogo grego. 

O formato também ficou mais agressivo. Mesmo os decks midrange, como o meu, se tornaram mais opressivos, não permitindo uma estratégia mais conservadora ou defensiva. O Ghor Clan Rampager já foi uma inclusão recente para deixar meu deck mais agressivo, mas creio que precisava de mais.

Hoje, momentos antes de me deitar para me preparar para amanhã (Saio de manhã para o trabalho e irei direto para o local do torneio), fiquei visando as decisões a tomar. Nos últimos testes deste mês, retirei Fogo Grego do deck depois de anos, e incluí uma estratégia mais explosiva com Temur Battle Rage. Uma interação forte com Ghor Clan Rampager é capaz de causar grandes estragos em dano entre 14 a 18 de dano em um único ataque com um único bicho.

Ficou bom, mas aparentemente ainda não estava consistente o suficiente. Cartas como Garruk ficaram lentas sem Fogo Grego. Além disso, de antemão sei que enfrentarei 2 ou 3 decks pretos amanhã (Vampiros e Zumbis) e Hino a Tourach é uma carta que já me fez perder jogos no passado. Eu já incluí em edições passadas o Baloth Obstinado no lugar do Spellbreaker para minimizar isso. Parecer uma boa decisão retomar essa criatura, já que Fogo Grego não irá mais removê-lo e os 4 pontos de vida me mantém no jogo mesmo com uma mão lenta.

Nessa linha, decidi também jogar sem Garruk. Na prática ele é um 4 manas, coloca um corpo 3/3 e só. Ou não sobrevive a volta ou não adiciona para a vitória. A ultimate dele ajuda e mesmo sendo barato para usá-lo, ainda assim é puxado. Então, decidi retirá-lo.

Agora quanto as remoções, Firespout é sólido para enfrentar elfos, goblins e tritões, mas remove meu Kalonian Tusker e o Arbóreo. Antes não me incomodaria, mas sem Fogo Grego, eu preciso manter meus bichos vivos para permanecer na agressão. Decidi não utilizá-lo. Pensei em Piroclasma. É fraco somente contra Tritões (Com dois lordes em mesa), mas creio que não haverão tritões amanhã e eu não tenho Piroclasma a minha disposição no momento. Assim, decidi colocar 4 Raios a princípio. É versátil e um bom finalizador.

Por fim, lembrei dos zumbis. Treinei insistentemente contra vários decks diferentes e cheguei a conclusão de que seria útil me utilizar de alguma mecânica de exílio. Pesquisando, descobri (Me indicaram) e adquiri 4 Fluxo Incendiário. A principio pensei em substituir os raios, mas meus turnos iniciais são fracos. Turno 1 se eu não tiver um raio ou o Arbóreo, posso tomar um Goblin Lacaio no turno 2 e quem já tomou isso sabe que potencialmente DÓI. Então resolvi usar as duas remoções, num total de 8 cartas pontuais para dano, que pode ser usado em criaturas, jogadores e Planeswalkers. Isso, junto com 4 Domris com a mesma habilidade de lutar, mais Penhascos Disputados, tenho num total de 15 cartas para eliminar criaturas opositoras. Acho que isso deve compensar a falta do Firespout.

Por fim, por ajuste fino, resolvi tirar um Penhasco Disputado. É um terreno que não quero que venha em minha mão inicial, é um investimento alto de mana, e atrapalha especialmente minha curva 3 com Leatherback Baloth. Com as demais remoções do deck, acho que posso dispensar um e jogar só com dois.

E assim cheguei a seguinte lista:

(Continua na parte 2)

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